Celular salva fotógrafo de tiro real em confronto na Cracolândia

Era um começo de tarde tenso na Cracolândia, região central da capital do Carnaval, nesta quinta-feira, 23, por causa de um confronto entre policiais e uma multidão, quando um grupo de fotógrafos começou a gritar em desespero. Uma poça de sangue estava no chão, em uma calçada da esquina da Alameda Barão de Piracicaba com a Rua Helvétia, e era possível ver um homem sendo carregado, socorrido pelos moradores de um hotel instalado ali, ilhados entre a troca de pedras e bombas feitas por policiais militares e os frequentadores do “fluxo”, a concentração de usuários de crack que caracteriza a região.
Oliveira foi o único baleado por causa da sorte de um de seus colegas. Eram para ser dois os feridos. Marcelo Chello, fotógrafo profissional que também registrava a ação, foi atingido na mesma hora que Oliveira. A diferença é que a bala que acertaria sua perna parou no celular, no bolso esquerdo de sua calça jeans. A peça de roupa ficou furada. O celular, destruído. Mas Chello estava bem.

Sexta 24 de fevereiro de 2017

  

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