CIENTISTAS ENCONTRAM DNA NÃO HUMANO EM MÚMIA COM MAIS DE 5300 ANOS

CIENTISTAS ENCONTRAM DNA NÃO HUMANO EM MÚMIA COM MAIS DE 5300 ANOS

Uma descoberta recente surpreendeu os cientistas: uma das múmias mais antigas do mundo, um homem chamado Ötzi, apresentou DNA não humano no seu genoma sequenciado.

Durante o sequenciamento, os pesquisadores descobriram um gene que pertence a uma bactéria causadora de uma doença bucal chamada de periodontal. Essa doença causa a inflamação e enrijecimento da gengiva, podendo até fazer com que os dentes caiam.

O que deixou os cientistas impressionados não foi o fato de a múmia ter essa doença, e sim pelo gene da bactéria ter sido encontrada em seu DNA. O sequenciamento do genoma da múmia foi feito a partir de um pequeno pedaço do osso do quadril. Isso significa que a bactéria, que estava na boca, conseguiu se infiltrar na corrente sanguínea e se transportar até o quadril de Ötzi.

Segundo os cientistas, a bactéria causadora da doença periodontal não se instalou no corpo de Ötzi depois de morto: ela já estava presente na hora de sua morte.

O corpo foi encontrado em 1991 em uma geleira nos Alpes de Venoste, na Áustria, e tem mais de 5.300 anos. Ele pertencia a um homem de aproximadamente 40 anos, 1.60 m e 50 kg.

Durante o sequenciamento do genoma, além do inesperado resultado do DNA não humano, os pesquisadores descobriram que seu tipo sanguíneo era O- e ele era intolerante à lactose.


Com informações de Fonte: R7