EMPRESÁRIO DIZ QUE CRIA 17 CASAIS DE SACIS EM SEU SÍTIO EM SÃO PAULO

EMPRESÁRIO DIZ QUE CRIA 17 CASAIS DE SACIS EM SEU SÍTIO EM SÃO PAULO

Mito para alguns, verdade para outros. A existência do saci é um mistério, mas em Porangaba (SP) o empresário do ramo agropecuário Edson Wagner, de 52 anos, acredita que cria 17 casais do personagem folclórico mais famoso do Brasil no próprio sítio. Ele chega até a afirmar que eles têm cerca de um metro e 20 centímetros de altura. "Também vivem na mata e protegem a fauna e a flora", acredita. Mas, no caso dos ilustres "moradores", ressalta que "aprontam muito”. No último sábado (22), foi comemorado o Dia do Folclore. 

Dono de uma propriedade rural no Bairro dos Lopes, Wagner é o representante na cidade da Associação Nacional dos Criadores de Saci (ANCS), que existe em Botucatu (SP). A entidade atua desde 1980. Ainda de acordo com Wagner, antigamente havia muito mais sacis na região de Porangaba. Ele acredita que o crescimento dos municípios afastou as lendas, como a do saci, e que não podem mais ser localizadas nas áreas urbanas.

O empresário até explica por que ele acredita que não é tão fácil encontrá-los. “Eles não gostam de luz, só vivem na escuridão. Por isso só são encontrados no campo”, justifica. E os sacis que Wagner diz que cria são diferentes dos comuns, que são conhecidos nas lendas como pererê, que andam com a perna direita. Ele tem certeza que, na região de Porangaba, eles são da “espécie" siriri, que só possuem a perna esquerda.

Para Wagner, até a captura dos sacis é "muito  trabalhosa" e, quando encontrados, eles precisam ser guardados em recipientes para não fugir. “O pessoal pede para eu pegar e mostrar. Eu coloco os sacis em garrafas, mas eles são invisíveis e só aparecem dentro de sete dias, sete semanas ou sete meses. No entanto, as pessoas não têm paciência de esperar e abrem o frasco antes do tempo. Assim, os sacis fogem”, descreve ele sobre a impossibilidade de se achar com "facilidade" os personagens folclóricos.

Maldição antiga
Os moradores de Porangaba também contam que existe outra lenda na cidade. A história dita é a de que existia uma cigana que amaldiçoou o município há mais de 100 anos no leito de morte. “Existe essa lenda de que a personagem faleceu em 1895 e que a cidade foi praguejada por ela”, relata o secretário de Cultura, Elias Marques.

Entretanto, de acordo com a história, a maldição só duraria um século e após o período a cidade conseguiria se desenvolver. O coveiro Mauro de Oliveira Garcia revela que sempre ouviu esse conto e comemora o fim da praga jogada pela cigana. “Já venceu o prazo, agora Porangaba está em uma boa hora para desenvolver”, finaliza. (fonte:G1)

Sacis de Porangaba ficam guardados em garrafas (Foto: Reprodução/TV TEM)