MORRE AOS 89 ANOS O HUMORISTA JORGE LOREDO O ZÉ BONITINHO

MORRE AOS 89 ANOS O HUMORISTA JORGE LOREDO O ZÉ BONITINHO

Morreu na manhã desta quinta-feira (26) no Rio de Janeiro o humorista Jorge Loredo, o Zé Bonitinho, aos 89 anos. Ele estava internado desde fevereiro na UTI do Hospital São Lucas, a causa da morte ainda não foi divulgada. 

Mesmo com a idade, até dois anos atrás o humorista continuava interagindo com seus fãs pelas redes sociais e divulgava sua agenda de shows. 

Conhecido por seus personagens cômicos, principalmente o Zé Bonitinho, o ator fez sucesso com os esquetes do programa "A Praça É Nossa", no SBT. 

Jorge Loredo nasceu em 7 de maio de 1925 e foi criado em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A infância e a juventude foram marcadas por doenças, aos 12 anos, com com osteomielite na perna, sofria de dores constantes. Aos 20 anos, com tuberculose, foi internado num sanatório, situação que acabou lhe abrindo as portas para a carreira. Incentivado pelos médicos, participou de um grupo teatral no hospital e descobriu sua vocação para os palcos. 

O personagem "Zé Bonitinho" foi criado por Loredo, inspirado num colega que se achava um grande galã. Loredo costumava imitá-lo nas festas, arrancando gargalhadas. "Zé Bonitinho" estreou na televisão em 1960 no programa "Noites Cariocas", exibido pela extinta TV Rio, com os primeiros textos roteirizados por Chico Anysio. 

Em 2010, ano em que completou 50 anos, "Zé Bonitinho" continuou na TV, no humorístico "A praça é nossa". O irresistível "Zé Bonitinho" tinha bordões inesquecíveis, que Loredo repetia com a voz impostada de um conquistador: "Câmera, close; microfone, please", ou "Garotas do meu Brasil varonil: vou dar a vocês um tostão da minha voz!". 

No final dos anos 50, Loredo já era famoso com o mendigo filósofo que interpretava na TV Rio no programa "Rio cinco para as cinco’ e depois na "A praça é nossa", com Manoel de Nóbrega a quem o mendigo se apresentava com o bordão "Como vai, meu nobre colega?". O personagem usava fraque e cartola, bem esfarrapados, monóculo e luvas. O figurino, segundo contava Loredo, foi tirado de um filme de Charles Laugthon que fazia o papel de um mendigo aristocrata. 

O personagem surgiu por ideia de sua mãe, que na infância conhecera um mendigo elegante que ia à sua casa pedir comida, mas queria uma mesa montada na garagem com toalha de renda e tudo. 

O mendigo filósofo fez tanto sucesso que Loredo teve como padrinho de casamento o ex-presidente Juscelino Kubistcheck. O que lhe valeu um bordão famoso. Ele terminava o quadro do mendigo dizendo: "Agora vou encontrar com aquele menino, o Juscelino...". 
Criou outros tipos: um italiano que não podia ver televisão porque queria quebrá-la, o profeta Saravabatana que andava com uma cobra que dava consultas a mulheres, e o professor de português que tinha a voz do Ary Barroso. 

 

 

Fonte: site Globo